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Nacionalismo, Xenofobia e a Intolerância

August 12, 2017

 

O mundo passa por um momento que muitos acreditavam estar sepultado após a segunda guerra mundial. Mesmo que ao longo do século XX ainda se pudesse encontrar ideias de um nacionalismo de ultradireita, ideias nazistas e fascistas, eram ideias mais isoladas e restritas a pequenos grupos.

 

 

O século XXI chegou com várias promessas, principalmente ligadas a área de tecnologia e suas ramificações com a medicina, a física, a inteligência artificial dentre outros.

 

Entretanto, como Nietzsche já afirmava em sua obra Assim falou Zaratustra, existe o eterno retorno, a repetição circular de todas as coisas, e tais ideias até então sepultadas estão voltando, no presente século, a assombrar a humanidade.

 

A falta de tolerância e de alteridade já começa a provocar intensos debater na Europa, onde os partidos de ultradireita e nacionalistas avançam velozmente nas eleições, em um crescente e preocupante aumento no número de votos, culminando com a quase eleição de Marine Le Pen do partido da Frente Nacional nas últimas eleições para presidente da França.

 

Com o avanço dessas ideologias, cresce o medo de segregação entre os indivíduos, principalmente envolvendo os imigrantes, que hoje se encaminham em grande número, vindo principalmente da África e Oriente Médio, fugindo de conflitos bélicos, étnicos ou da pobreza extrema.

 

Os Estados Unidos não passaram incólume a essa nova “onda” ultranacionalista. A eleição de Donald Tramp, após 8 anos do governo de Barack Obama, o primeiro presidente negro norte-americano, foi uma clara demonstração disso, onde o atual presidente sempre mostrou uma postura bastante crítica à imigração, especialmente oriunda do México, levantando debate inclusive sobre a controversa construção de um muro separando os dois países.

 

Hoje, dia 12 de agosto de 2017, foi publicado no site G1, uma reportagem sobre um conflito envolvendo manifestantes de ultradireita contra manifestantes antifascistas em Charlottesville, no Estado da Virgínia, conforme publicação no endereço http://g1.globo.com/mundo/noticia/protesto-contra-supremacistas-brancos-deixa-feridos-em-charlottesville.ghtml.

 

O conflito provocou o ferimento de duas pessoas apenas, diante da possibilidade de uma enorme tragédia, onde a Prefeitura local chegou a publicar em sua conta no Twiter a possibilidade de uma iminente guerra civil na cidade. A reportagem afirma que manifestantes afirmavam que seria apenas o primeiro passo para unificar a direita nos USA.

 

Apesar de pregar posturas duras contra imigrantes e afins, o Presidente Trump condenou o ocorrido. Entretanto, parece ter condenado o confronto, mas não se manifestou contra as ideias em si, mas simplesmente pelo fato de ter ocorrido luta de norte-americano contra norte-americano. Ele perdeu assim uma importante chance de repudiar veementemente práticas racistas, xenófobas e intolerantes.

 

A BBC Brasil também publicou em seu site reportagem sobre os confrontos de hoje nos USA. Mencionou que manifestantes chegavam a afirmar, além da supremacia branca, que eram nazistas e fascistas também.  Judeus, negros e imigrantes eram os principais alvos dos protestos de hoje.

 

Estamos diante de um momento perigoso, que merece não apenas nossa repulsa, mas também um estudo mais aprofundado para encontrar genealogicamente a origem dos mesmos. Entendendo sua origem, procurar desconstruir tais ressentimentos que apenas apequenam o ser humano.

 

É tarefa de todo aquele que procura pensar o Direito, a Política e a Filosofia, se deter e refletir sobre o momento conturbado por que passa a humanidade.

 

O projeto da modernidade naufragou. A União Europeia acusou inexoravelmente o duro golpe com o BREXIT. Nos USA e Europa a ultradireita vem ganhando espaço e parece novamente se reorganizar politicamente, almejando cargos mais altos, principalmente no Poder Executivo.

 

Fantasmas voltam a nos assombrar... se o poeta luso afirmou que navegar era preciso, hoje podemos dizer que refletir é preciso, lutar contra a intolerância é preciso, fomentar a alteridade é preciso.  E é essa a missão desse espaço, fomentar a reflexão.

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