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O que não me Mata, me Fortalece: Como encarar as tragédias da vida segundo o pensamento de Nietzsche

February 26, 2019

 

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A vida seria uma maravilha se fosse composta apenas pelos momentos alegres, se pudéssemos evitar todos os problemas e transtornos que permeiam todo uma vida. Contudo, a vida não é um conto de fadas. A vida não é fácil e muito menos simples de se viver. A vida nem sempre (ou quase nunca) é cor-de-rosa, pelo contrário, muitas vezes ela é cinza, escura, triste.

 

A filosofia tradicional, com a opção por uma vida eminentemente racional, acaba por “esquecer” que não somos máquinas, mas seres humanos, animais racionais, dotados não apenas de razão, mas de instintos, e de sentimentos, que podem ser entendidos como uma forma de instinto.

 

Nossas escolhas não são feitas apenas com base em nossa racionalidade. Aliás, quase nunca escolhemos pela razão, mas pela emoção, ou seja, pelos sentimentos, pelos instintos.

 

Se a vida é dura, difícil, é porque irão ocorrer momentos profundamente tristes, em que vamos nos sentir apequenados, tristes, onde a energia que nos move, que Nietzsche denomina de vontade de potência (ou de poder) estará reduzida drasticamente. A grande dificuldade é como sair dessa condição.

 

Ao longo da história a humanidade tentou utilizar de vários subterfúgios para não encarar de frente tais tragédias.

 

Já usou Deus, diversas religiões, drogas ilícitas, drogas lícitas, a razão, etc., para tal superação, mas normalmente cometendo o mesmo erro, ou seja, não encarar de frente tais adversidades como algo inerente em nossas vidas.

 

Sem querer mostrar que está tudo bem quando estamos em frangalhos por dentro.

 

 

 

 

A proposta nietzschiana é justamente escancarar essa dor, esse sofrimento, ou seja, se está triste chore, se está doendo, sofra.

 

Ficar triste não é vergonha!

 

Vergonha é fingir que não está. Muitos optam em se mostrar fortes, não por serem, mas para mostrar que são, mas que na verdade não são, e internamente acabam por se prender em uma verdadeira prisão emocional que, cedo ou tarde, irá aflorar como algum problema de ordem psicológica.

 

Entretanto, se você sabe que a tragédia compõe todas as vidas humanas, e que não se pode evitar a todas, você deve aprender a conviver com tais tragédias. Saber tirar deles algo de positivo.

 

As tragédias da vida podem (e devem) se consubstanciar naquela alavanca para fazer a sua vontade de potência voltar a crescer. Se ela trouxe a redução de potência, deve auxiliar a aumentá-la também. Essa é a proposta nietzschiana. Saber lidar com tais tragédias.

 

Claro que não é simples nem conseguiremos isso do dia para a noite. Somos “adestrados” desde a infância a esconder nossos sentimentos, nossos sofrimentos, principalmente os meninos, pois ainda vige em muitos lares a famosa frase “homem não chora”, ou seja, homem não demonstra o que está sentindo, principalmente sofrimento.

 

E no mundo contemporâneo, se vamos em algum psiquiatra, logo são receitados remédios, muitos deles fortes e com diversos efeitos colaterais para “sanar a nossa dor”. 

 

Por óbvio que não se está demonizando os remédios. Existem casos e casos, e em muitos deles, eles podem ser essenciais e até salvar vidas!

 

O que se está levantando aqui é justamente os abusos, pois como qualquer outra droga, pode viciar e escamotear a real dor, o real sofrimento. 

 

Portanto, sofrer faz parte da vida, quer aceitemos ou não. Portanto, melhor aceitar e aprender a lidar com eles.

 

Assim, vamos sofrer quando tivermos vontade, mas com a filosofia de Nietzsche, vamos, paulatinamente, aprendendo que essa dor, essa tristeza, esse sofrimento, pode, a posteriori, se transformar em algo que nos auxilie a voltar a aumentar nossa energia vital, nossa potência de agir, nossa vontade de poder.

 

 “aquilo que não me mata, me fortalece”. Nietzsche

 

 

 

 

 

 

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